Transamerica Expo Center
Entrevista Especial: Leyla Nascimento

02 out 2012

Entrevista Especial: Leyla Nascimento

Se existe algo que Leyla Nascimento tem orgulho é a sua dedicação ao trabalho voluntário. Formada em pedagogia, ela aprendeu com o pai a importância do voluntariado e hoje utiliza essa experiência especial à frente da Associação Brasileira de Recursos Humanos.

Há três anos na presidência da ABRH-Nacional, ela conduz projetos inovadores na área de RH. O Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH) é um de seus projetos de maior destaque. Realizado no centro de convenções e exposições do Transamerica Expo Center, o mesmo reúne milhares de profissionais da área e promove debate sobre o papel e a contribuição do RH e dos gestores de pessoas no desempenho das organizações, assim como no crescimento do país.

A partir de agora, você conhece um pouco das ideias dessa profissional sobre recursos humanos, gestão de pessoas e também sobre a importância da nossa estrutura para o evento mais importante da associação.

Blog- O que te levou a trabalhar na área de recursos humanos com gestão de pessoas?

Leyla Nascimento – Sou formada em pedagogia e sempre tive muito claro que gostaria de atuar com o tema da educação nos ambientes empresariais. Naquela época, nos idos de 73, quando comecei na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), eu tinha consciência de que a partir das pessoas, carreira e ambientes de transformação são propulsores de inovação e competitividade no mundo corporativo.

Você trabalha como voluntária na ABRH-Nacional. Qual a importância desse trabalho na sua vida profissional?

O voluntariado, assim como a atuação na minha empresa (o Instituto Capacitare) são combustíveis essenciais para minha vida pessoal, profissional e como cidadã. Admirava meu pai, engenheiro da Light, que sempre atuou voluntariamente nas diretorias das Associações e Sindicatos de sua área profissional. Ele foi uma referência para mim.

Este engajamento que o voluntariado me proporciona, faz-me perceber que estou colocando a disposição tudo que o meu país e meus pais me deram e, obviamente, eu pude corresponder na trajetória da minha carreira.

Ser voluntária em uma associação como a ABRH-Nacional é motivo de orgulho. Os trabalhos voluntários deveriam ser feitos em intervalos do trabalho. Só que com a minha atual atividade na ABRH, tenho sido muito demandada além do que imaginava. Nós construímos um Projeto Diretor que vem fazendo com que nossas ações impulsionem esta realização.

Qual é a definição que podemos ter sobre “gestão de pessoas” dentro de uma empresa?

É uma área essencial que nos dá a exata dimensão da saúde da empresa. Não dá para falar de resultado, competitividade, qualidade de vida, sem antes trabalhar uma política de recursos humanos onde as pessoas tenham claramente o que se espera dela.

Essa atuação focada na gestão de pessoas ajuda no sucesso da empresa? Qual é a importância de uma empresa aprimorar essa área?

Com certeza ajuda e temos indicadores para medir esses resultados. Quando falamos de novos serviços, empreendedorismo, empresas competitivas estamos trabalhando as pessoas para acompanhar todas essas metas que fazem parte das organizações. O sucesso da empresa está diretamente ligado a gestão de seus colaboradores. É uma cadeia de valor: funcionários, fornecedores, acionistas e a sociedade onde ela está atuando.

Muitas empresas têm investido em capacitação dos colaboradores. Qual a importância dessa ação?

As atividades profissionais mudam diariamente. Para acompanhar as mudanças do mercado, as empresas também estão em processo de transformação. Não dá mais para se pensar em carreira como há cinco anos. As carreiras ganham habilidades de gestão, de liderança, de mídias sociais e empreendedorismo.  Além de constatarmos que hoje existe uma necessidade de se preparar e se qualificar. É o que torna o profissional um talento em qualquer área. Eu gosto de enfatizar que todos nós estamos condenados a sermos estudantes permanentes.

No Brasil, qual o segmento que tem mais investido no aprimoramento de recursos humanos?

Em termos de porte, a indústria sempre investiu, mas dá prazer ver todo o esforço da pequena e média empresa em se destacar em políticas de recursos humanos que nos envaidece pelos resultados. A área de serviços, até pela necessidade mais rápida de estabelecer relações com os clientes, sai na frente em termos de estrutura de uma área de recursos humanos dentro de um modelo que aponta para a qualidade de projetos e programas.

Você é presidente executiva da ABRH-Nacional e é mulher. Qual o papel das mulheres no setor de recursos humanos, elas têm feito a diferença?

A área de recursos humanos está na sua maioria nas mãos das mulheres. O que vem ganhando indicadores de sucesso é a capacidade que a mulher tem de mobilizar para uma causa ou um resultado. Os recursos humanos precisam alinhar o tema corporativo com a qualidade de vida das pessoas.

A ABRH-Nacional atua há 47 anos no mercado de RH. Quais os principais projetos da associação?

A ABRH-Nacional tem como missão mobilizar as lideranças para o papel estratégico e essencial de uma política de recursos humanos alinhada com o Brasil e o mundo. Nós procuramos fortalecer a nossa relação com os associados, hoje quase 13 mil, com atividades que consideramos estratégicas como o CONARH, os Indicadores de RH, a Certificação do Profissional, o Fórum de Presidentes em todo o país, o ABRH na Praça, a Revista Melhor, entre outros.

As parcerias com confederações nacionais e internacionais têm colocado a ABRH em outro patamar. Para isso, temos a consciência que precisamos trabalhar muito para atuar com energia e gerar indicadores de resultados. O melhor de tudo isso é o grande trabalho que os presidentes das ABRHs dos estados vêm realizando com louvor para materializar todas essas ações.

O Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH) está na 39ª edição. Qual a importância desse evento para a evolução do trabalho da ABRH no Brasil?


O CONARH é ratificado pelos profissionais de recursos humanos do Brasil como o maior evento do país para conhecimento de cenários, tendências e ferramentas em nossa área. Ele materializa uma ABRH a frente do seu tempo e nos coloca, junto com as demais atividades que desenvolvemos, como a maior associação da América Latina.Nos insere entre as melhores associações de recursos humanos do mundo.

O CONARH é realizado no Transamerica Expo Center. O que levou a essa escolha?

O Transamerica Expo Center é um local com uma estrutura inigualável no país. É uma infraestrutura que causa admiração, inclusive dos visitantes de outros países que participam do nosso evento. A inovação é uma prerrogativa do Transamerica. Outro ponto que considero importantíssimo é a segurança de que estamos desenvolvendo o nosso congresso com tudo o que há de melhor em planejamento de espaço, tecnologia de ponta, conforto para os congressistas, visitantes e fornecedores.

Há um diferencial que gostaria de destacar: é a relação interpessoal entre os diretores, gerentes e funcionários do Transamerica Expo Center e a nossa diretoria e equipe executiva. Isso tem feito a diferença para renovarmos esta parceria. É uma verdadeira relação “ganha-ganha”, onde juntos buscamos soluções. Em um tipo de evento como o nosso, de quase 20 mil pessoas, requer muito diálogo e tomada de decisões que nem sempre foram planejadas. Para mim, como dirigente responsável por este evento é essencial.

Em que a estrutura do centro de convenções e exposições em questão ajuda no evento?

Ajuda na inovação, no desejo de evoluir para apresentar um congresso mais acolhedor e que gere o desejo dos congressistas de participar e voltar para suas empresas com a certeza de que o investimento que eles fizeram valeu cada valor ali empregado.

ABRH-Nacional esteve presente no Brasil + 20. Como foi a atuação e a importância para associação?

Antes de tudo, foi um reconhecimento da ONU e da ONG Humanitare ao nosso trabalho e a missão que temos no Brasil. Por outro lado, é o espaço conquistado na ONU das áreas de recursos humanos, a partir do conceito da economia verde que gerará maior inclusão, necessidade de novos desenhos de carreiras e novos modelos de gestão, onde o profissional de RH terá o papel de educador e mobilizador.