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16 de agosto de 2016

Entrevista: Rodrigo Pimentel fala sobre a relação entre o BOPE e o mundo corporativo

Em entrevista ao Transamerica Expo Center, ele faz uma relação entre a realidade do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro), e das empresas e atividades do mundo corporativo.

 

1 – No que o BOPE se assemelha as corporações?

O Bope é uma empresa, tem visão, missão e valores. Como qualquer outra companhia, temos um produto/serviço a entregar. Nosso cliente é a sociedade, os cariocas, e a própria polícia militar, uma vez que somos chamados para apoiar, resgatar equipes cercadas em áreas de risco. Temos que motivar o ser humano, avaliar nosso resultado, temos que ser referência na execução dos serviços prestados.

 

2 – Com os seus anos de experiência no BOPE, como você acredita que deve ser a postura de um líder em uma empresa?

O verdadeiro líder deve estar sempre à frente das missões mais difíceis, coordenando, gerenciando e motivando. Ele deve ter coragem, caráter, integridade, abnegação e respeito aos demais colaboradores, além de ser leal a sua equipe.

 

3 – Como as pessoas podem se inspirar no BOPE para superar os desafios de um ambiente de trabalho competitivo?

Desafio é a resposta. O BOPE é um batalhão de desafios, normalmente é acionado quando existe um esgotamento da polícia convencional, ou seja, em situações críticas e extremas. O Bope sai do quartel para resolver um problema que até aquele momento ninguém conseguiu resolver, ou seja, é um batalhão de pessoas apaixonadas pelo desafio. Não existem dias fáceis para os homens de preto, os chamados Caveiras, e ainda assim recebemos, todos os anos, centenas de voluntários que buscam os desafios dos dias difíceis.

  

4 – Existe uma técnica para superar a crise e construir uma “Tropa de Elite”?

Existem princípios universais dos times de elite, que não são apenas militares, são inclusive comercias. No Bope seguimos os princípios das operações especiais:

– Na execução da missão devem agir com Surpresa, Rapidez e Determinação;

– Na preparação da missão devem agir com repetição, muito treinamento, que é tão árduo que são chamados de repetição, treinamento duro para combate fácil, e devem estar obcecados com a segurança, qual o risco de dar certo ou de dar errado?

– E no planejamento sempre agir com simplicidade.

  

5 – Como tornar-se um profissional de “operações especiais” do mundo corporativo?

A transição de convencional para operações especiais, na polícia do Rio de Janeiro, se dá através de um processo seletivo rigorosíssimo, onde são identificados os candidatos mais persistentes e mais comprometidos com as missões, que saibam trabalhar em unidade e que entendam a ideia, o sentido de pertencerem a um time de elite. Outro componente importantíssimo é a paixão pela missão. O candidato “Caveira” ao término de cada uma, percebe que é possível ir sempre além. Esse é o perfil!

 

 6 – A frase “missão dada, é missão cumprida” aparece com frequência nos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II. Como ela pode ser projetada no ambiente corporativo? Quais estratégias um colaborador pode usar para manter o foco e alcançar as metas?

Paixão, planejamento e perseverança. Ter orgulho de pertencer ao time, planejar cada passo adiante, conhecendo o terreno, o inimigo, e o mais importante perseverar, insistir no resultado.

 

7 – Quanto o trabalho em equipe é importante para promover o crescimento de uma empresa?

No BOPE aprendemos desde o primeiro dia que um toma conta do outro. A equipe só avança no terreno se estiver protegida pelos integrantes da retaguarda. O time é tudo, não existe espaço para o individualismo. Quando o BOPE prende um traficante, quem prendeu não foi o soldado, o capitão ou o tenente, e sim a equipe. O sucesso é todo creditado ao time, mantendo sempre a unidade.

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BOPE, mundo corporativo, Rodrigo Pimentel

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