22 de abril de 2020

O mercado de eventos e a retomada da economia pós-coronavírus

Para o presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala, o setor de eventos está enfrentando, assim como a economia brasileira e mundial, dificuldades com as restrições impostas pela pandemia de coronavírus (COVID-19).

No entanto, Abdala acredita que o mercado de eventos tem a força necessária para ajudar a impulsionar os negócios juntamente com outros setores da economia. Na entrevista abaixo, ele conta suas expectativas.

  1. Como você avalia os prejuízos para o setor de eventos no Brasil provocados pela COVID-19?

 É difícil quantificar, mas houve prejuízos consideráveis em função de eventos que aconteceriam no primeiro semestre de 2020 e isso vai causar sérias consequências não apenas para o promotor de eventos, mas para a economia como um todo.

  1. Que alternativas o setor de eventos tem para minimizar perdas e reestimular o segmento pós-coronavírus?

Prospectando. Essa situação de pandemia minimizando a partir de junho, a intenção é realizar feiras que não aconteceram neste período a partir da 2ª quinzena de julho. Isso é um esforço conjunto com todos os atores deste segmento para que esses eventos possam acontecer ainda este ano e para que o prejuízo ao mercado não seja maior.

  1. Neste cenário de pandemia, de que forma o mercado poderá se reinventar? Ele ainda será o mesmo quando ela passar?

Sem dúvida não será o mesmo porque toda a economia está sendo afetada. Empresas e o mercado vão sentir muito e o restabelecimento deles não será em curto prazo.

  1. A pandemia trouxe impactos para a economia e para empresas dos mais diferenciados setores. Que medidas serão necessárias para que o mercado de eventos se restabeleça?

Feiras e eventos são fontes de geração de negócios para toda a economia, o que representa geração de receita, empregos e isso não vai parar. A curto prazo a gente enfrentará redução de investimentos, mas não de participação. O que estamos fazendo é manter contato com fornecedores e expositores para que os negócios possam ser restabelecidos assim que possível.

  1. As restrições impostas pela COVID-19 fizeram empresas ajustarem seus investimentos, o que em certa medida, afetou o mercado de eventos. Neste cenário, é possível visualizar uma retomada do setor e quando isso pode acontecer?

Estamos trabalhando para que os negócios sejam reativados a partir da segunda quinzena de julho, torcendo para que a pandemia e o isolamento sejam resolvidos até lá. Temos de buscar soluções no sentido de impulsionar a economia o mais rápido possível e o setor está mobilizado para que isso aconteça.

  1. Como as empresas deste segmento deverão se organizar para a recuperação?

O problema que afeta um afeta a todos. Se o evento não acontece, os hotéis não serão ocupados, os restaurantes não serão utilizados, o transporte não será ativado. Tem que haver uma união de todos os players para que a retomada dos negócios seja feita com tranquilidade.

  1. Quanto ao mercado de eventos, que lição podemos aprender a partir da pandemia?

A lição é que não pode haver distanciamento dos players. A união deles é a força para que o mercado se restabeleça o mais rápido possível, em termos de participação efetiva de todos os setores.

  1. Que mensagem você transmitiria a todos os que atuam no setor de eventos?

O negócio não pode parar. Temos de acreditar no que sempre fizemos. É preciso haver o entendimento de que todos os players se beneficiam com o restabelecimento da economia. Somos fortes e temos de nos fortalecer ainda mais e colaborar para que o país se restabeleça com bons resultados.

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