Relatório Estratégico: Panorama Eventos Corporativos 2026.
Durante anos, eventos corporativos foram tratados como linha de despesa: algo que se aprova a contragosto e se justifica depois, torcendo para que o resultado apareça em algum relatório de marketing. Essa lógica acabou.
Em 2024, o setor de eventos no Brasil movimentou R$ 813,5 bilhões — 4,6% do PIB nacional — e gerou 12,7 milhões de empregos, segundo o III Dimensionamento do Setor de Eventos (SEBRAE/ABEOC/FIEC), o estudo mais completo já feito sobre o mercado no país. Só em 2025, a demanda por eventos corporativos cresceu quase 20%. E o Brasil subiu do 25º para o 13º lugar no ranking mundial de países-sede de eventos internacionais (ICCA), superando o pico pré-pandemia.
Os números não descrevem uma retomada. Descrevem uma mudança estrutural: eventos viraram plataforma de negócio, não mais uma iniciativa isolada de comunicação.
O problema é que a maioria das decisões ainda é tomada no achismo
CMOs, CEOs e diretorias estão pedindo o que sempre pediram para qualquer outra linha de investimento: dado, metodologia e retorno mensurável. Só que grande parte do mercado ainda decide onde, como e quanto investir em eventos com base em intuição, tradição ou no que “sempre se fez”.
Isso tem um custo real. Quem não sabe, por exemplo:
- Por que São Paulo concentra 75% do mercado de feiras do Brasil e o que esse efeito de rede muda na escolha de local;
- Que 87% das empresas de eventos no mundo já usam IA — e que a pergunta deixou de ser “devo adotar?” para virar “estou atrás de quem já adotou?”;
- Que critérios ESG estão migrando de diferencial de comunicação para exigência contratual em RFPs de eventos;
…está planejando o próximo evento olhando para o retrovisor, enquanto o mercado já decidiu para onde vai.
Um raio-x do setor, pronto para uso — não para arquivar
O Panorama dos Eventos Corporativos 2026, desenvolvido pelo Transamerica Expo Center com dados de SEBRAE, ABEOC, FIEC, UFI, ICCA, ABRAPE e IBGE, reúne em 10 capítulos o que está movendo o setor agora e para onde ele caminha até 2035:
- O retorno do presencial e por que ele voltou mais forte, não mais fraco;
- O mapa de São Paulo como epicentro de eventos da América Latina;
- O panorama global das feiras segundo a UFI (378 empresas, 57 países);
- A ascensão do Brasil no ranking ICCA de congressos internacionais;
- ESG como novo critério de seleção de fornecedor;
- Os usos de IA que já estão redefinindo planejamento, execução e mensuração de eventos;
- As projeções do setor até 2035 e os 5 movimentos estruturais que vão defini-lo;
- 5 argumentos prontos para levar à diretoria na hora de justificar orçamento.
Não é leitura de prateleira. É material para embasar a próxima proposta, o próximo pitch de orçamento, o próximo briefing — com números que substituem opinião.
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