Setor de eventos no Brasil inicia 2026 com recorde de consumo e geração de empregos
Consumo histórico e expansão do emprego confirmam a força econômica do live marketing
No início de 2026, um dado chamou a atenção do mercado de eventos brasileiro: o consumo do setor atingiu o maior patamar já registrado em um único mês.
O número simboliza muito mais do que um momento positivo para a indústria. Ele revela uma mudança estrutural no comportamento das pessoas e na forma como as empresas constroem relacionamento com seus públicos.
Experiências presenciais voltaram a ocupar um espaço central na economia contemporânea e os eventos se tornaram protagonistas desse movimento.
De acordo com o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), o setor iniciou o ano com R$12,61 bilhões em consumo apenas em janeiro, o maior valor mensal desde o início da série histórica, em 2019. O resultado representa crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os dados reforçam o que profissionais da área já percebem na prática: o setor de eventos no Brasil entrou definitivamente em um novo ciclo de expansão.
Experiências no centro das escolhas do consumidor
Imagine uma grande feira de negócios ou congresso corporativo acontecendo em São Paulo.
Nos corredores, executivos trocam ideias, marcas apresentam soluções inovadoras e profissionais ampliam suas redes de contato. Em poucas horas, centenas de conexões estratégicas são criadas.
Esse tipo de interação dificilmente acontece da mesma forma em ambientes digitais.
É justamente essa busca por experiências reais e conexões humanas que tem impulsionado o crescimento do setor.
Segundo o levantamento da ABRAPE, o cálculo do consumo considera dois indicadores fundamentais da economia brasileira:
- o peso do item “Recreação” no IPCA, índice oficial de inflação medido pelo IBGE
- a massa de rendimento real dos trabalhadores, apurada pela PNAD Contínua
Essa metodologia permite estimar quanto as famílias brasileiras estão destinando a atividades de lazer, cultura e eventos.
O resultado revela uma tendência clara: o consumo de experiências está ganhando prioridade no orçamento das famílias.
Como resume Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE:
“Os números mostram que as famílias estão priorizando experiências e lazer, o que reforça o papel estratégico dos eventos na economia.”
Live marketing também cresce com o investimento das marcas
O crescimento do setor não vem apenas do consumo das famílias.
As marcas também estão investindo cada vez mais em experiências presenciais para se conectar com seus públicos.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Brand Experience 2026, o mercado de live marketing movimentou US$22,2 bilhões em 2025, consolidando-se como uma das principais estratégias de comunicação e posicionamento de marca.
Esse avanço reflete uma mudança importante no marketing contemporâneo.
Se antes as empresas investiam principalmente em mídia tradicional ou digital, hoje muitas estratégias priorizam experiências que aproximam marcas e pessoas de forma direta.
Eventos, ativações e encontros corporativos passaram a atuar como:
- plataformas de relacionamento
- ambientes de geração de negócios
- espaços de construção de reputação de marca
Mais do que campanhas, eventos se tornaram experiências de valor para empresas e consumidores.
Geração de empregos confirma a força da indústria de eventos
O crescimento do consumo também se reflete no mercado de trabalho.
Segundo o Radar Econômico da ABRAPE, o estoque de empregos formais no core business do setor chegou a 202.128 trabalhadores em janeiro de 2026.
Na comparação com o período pré-pandemia, em 2019, o saldo é expressivo: 90.727 novos empregos, o que representa crescimento de 81,4% no número de profissionais do setor.
Algumas atividades registraram expansão ainda mais significativa:
- organização de eventos: +142,4%
- patrimônio cultural e ambiental: +67,9%
- eventos esportivos: +52,8%
- atividades artísticas: +52,3%
- recreação e lazer: +22,8%
Os eventos também movimentam um amplo ecossistema econômico.
No chamado hub setorial, que reúne mais de 50 atividades impactadas indiretamente — como turismo, alimentação, publicidade, segurança e serviços — o número de empregos passou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em 2026.
Isso representa mais de 822 mil novos postos de trabalho, crescimento de 23,9% no período.
Quando comparado a outros segmentos da economia, o desempenho impressiona.
Enquanto o core business dos eventos cresceu 81,4%, setores como construção civil, comércio e indústria registraram avanços significativamente menores no mesmo período.
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Infraestrutura e profissionalização impulsionam o setor
Outro fator decisivo para o crescimento do setor de eventos no Brasil é a evolução da infraestrutura disponível para grandes encontros corporativos.
Hoje, organizadores buscam espaços capazes de oferecer:
- tecnologia de conectividade avançada
- modularidade para diferentes formatos de evento
- áreas integradas de exposição e conteúdo
- ambientes que favoreçam networking e experiências
Nesse cenário, centros de convenções modernos desempenham um papel estratégico para o desenvolvimento da indústria.
Espaços como o Transamerica Expo Center, em São Paulo, contribuem para ampliar a capacidade do país de sediar feiras, congressos e eventos corporativos de grande porte.
Mais do que infraestrutura física, esses ambientes funcionam como plataformas de negócios e inovação, conectando empresas, profissionais e mercados.
Os números que marcaram o início de 2026 deixam uma mensagem clara para o mercado
O setor de eventos no Brasil deixou de ser apenas uma atividade complementar e se consolidou como um dos pilares da economia da experiência.
Recordes de consumo, crescimento expressivo de empregos e maior investimento das marcas indicam que o live marketing continuará desempenhando um papel cada vez mais estratégico nos próximos anos.
Para empresas e organizadores, o desafio agora não é apenas realizar eventos.
É criar experiências relevantes, memoráveis e capazes de gerar valor real para pessoas e negócios.
E em um cenário onde conexões humanas se tornam diferenciais competitivos, investir em eventos bem planejados pode ser uma das decisões mais estratégicas para o futuro das marcas.
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